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04/07/2005 11:28
BATMAN BEGINS
Bons filmes, independente de seu apelo, costumam ocupar um posto muito superior ao de onde transitam os nomes dos envolvidos em sua produção, ainda que o talento dessas pessoas esteja intimanente ligado ao resultado final da obra. Neste caso, talvez por minha gratidão pelo que fizeram os notáveis atores e a competente equipe de produção em nome do primeiro filme não ridículo do Cavaleiro das Trevas, antes do filme, vamos aos nomes.
Dirigido por Christopher Nolan, que segundo consta nunca foi leitor voraz de hqs, mas que por sorte ou providência divina teve ao seu lado David S. Goyer, que além de roteirista de outro herói das trevas (Blade), é fã confesso das histórias de Batman desde sempre. Tal combinação talvez tenha trazido o equilíbrio necessário para que a película conseguisse o que nenhuma das medíocres tentativas anteriores sequer chegaram perto de alcançar: a excelência!
Além disso, houve notória preocupação em arregimentar talentos para contar a história. Grandes talentos, diga-se. Morgan Freeman (Julius Fox), Liam Neeson (Henry Ducard), Ken Watanabe (Ras al Ghul), Michael Caine (Alfred Pennyworth), Gary Oldman (Tenente Gordon) e o não tão alardeado Chrstian Bale, que mostrou ser a escolha exata não apenas para trazer a realidade que sempre faltou ao Batman das telas, mas principalmente para mostrar um Bruce Wayne autêntico, que ao mesmo tempo é o playboy que compra hotéis para poder nadar no chafariz com suas 'amiguinhas', e o cara perturbado com fantasmas do passado e disposto a quase tudo por uma espécie incomum de vingança. Katie Holmes (Rachel Dawes) entra na história para cumprir o apelo romântico obrigatório, e não decepciona, mesmo ocupando um posto fatalmente desnecessário.
Para os aficionados do personagem, impossível não notar; para os leigos, bom saber. Todo o visual das tomadas, o lado sombrio da saga, que muito provavelmente seja a sombra projetada pelas perturbações na mente do próprio Bruce Wayne, é um retrato muito próximo do que Frank Miller idealizou há tempos nos quadrinhos. Por sorte, algum 'gênio' teve a brilhante idéia de chamar este respeitável senhor para prestar assessoria à produção, o que sem dúvida alguma colaborou finamente para que o filme chegasse ao que é. É verdade que a trama conta com algumas das tradicionais e ridículas pieguices hollywoodianas. Coisas do tipo 'você só cai para que possa se levantar', ou ainda 'aquilo que você faz define quem você é'. Fala sério, uma tristeza!!! Mas esses escorregões passam longe de comprometer o grande acerto geral.
Tanto para fãs do herói, quanto para quem nunca ouviu falar de Gothan City, o filme é altamente recomendável. Além da produção muito cuidadosa, das atuações competentes e de uma história sobre um herói que se dá ao luxo de não ser idiota, o filme retrata cruamente o que definitivamente é dos pontos mais interessantes do personagem, o fato de não ter superpoderes, a não ser sua obstinação patológica por vingança, seu treinamento e sua grana altíssima.
Caso ainda não tenha conferido, vá sem medo! Depois é esperar pra ver se a franquia alçará vôos maiores, a exemplo de X-Men ou até mesmo Spider-Man.
enviada por z.h.a.n.g.!
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